(11) 3348-4000   |   sac@craz.com.br  Localização
Intranet

A diversidade do espectro autista – Perspectiva médica 18 de maio de 2018

Saúde-Jovem_Dr Carlos-Neumann_

A complexidade no diagnóstico do espectro autístico

Trata-se de um tema de muitas faces. Por incrível que pareça, mesmo profissionais especializados, muitas vezes, não identificam este grave transtorno. Com isso, os pacientes e suas famílias sentem-se completamente desassistidos, além de serem alvos de julgamento das pessoas próximas, que são atitudes muito prejudiciais.

Tem sido muito comum receber crianças com diagnóstico do chamado Transtorno de Oposição e Desafio (TOD): são inquietos e não escutam o que os pais e professores lhes pedem, apesar de demonstrar inteligência e não ter problema auditivo.

Algumas delas demoram a falar, outras têm grande fluência, mas só se movem em direção àquilo que as interessa. São ensimesmadas, até mesmo excêntricas e caprichosas, além de retraídas quando são desviadas daquilo que querem, podendo reagir agressivamente contra colegas, professores, familiares e, por isso, são reconhecidas no meio à sua volta pelo ato de fazer oposição e desafiar as regras de obediência esperadas.

Em geral, seus pais são acusados de “não ter pulso” e estar fabricando “monstrinhos”, genitores esses que são impotentes e podem até já ter apanhado dos filhos, sendo vistos como fracos e responsáveis pelo transtorno infantil.

Por essas características, tais crianças isolam-se, brincam sozinhas, com colegas menores que se submetem às suas regras ou ainda interagem com aqueles que são parecidos, não tendo mais de um ou dois amigos.

Frequentemente, podem ter interesse particular em algum assunto: aviões, animais, jogos no computador etc., costumam passar horas entretidos em seus quartos e conversam sem fazer contato visual. São metódicos, perfeccionistas e, portanto, familiares dizem que eles têm Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC).

Se investigarmos o caso, ficamos sabendo que estas crianças fazem movimentos estereotipados, como o balanceio do tronco ou das mãos. Podem ser agitadas, ocasionando chamados dos pais na escola por várias vezes ou mesmo são muito quietas, isoladas, caladas e dóceis, podendo apresentar ótimo desempenho escolar.

As que são assim adaptadas, caladas e inteligentes, geralmente serão adultos bem-sucedidos em áreas técnicas ou tecnológicas, como instrumentistas ou desempenhando atividades para as quais longos períodos de imersão e isolamento são condições normais de trabalho. Daí são descritas como pessoas determinadas, obsessivas e capazes, entretanto, emocionalmente frias, com pouca empatia e baixa sociabilidade.

Nesse sentido, temos uma gama de quadros do espectro autístico: desde uma criança agitada e agressiva ou extremamente quieta e pouco sociável, até os jovens e adultos adaptados, mas que têm restrições para o relacionamento interpessoal.

O “não diagnóstico” destes quadros recomenda que coloquemos em dúvida outros diagnósticos, que relacionam à deficiência mental ou aos outros transtornos, como TOD e TOC.

Passagens por Psicólogos, Psicopedagogos, Geneticistas, Fonoaudiólogos e Neurologistas de crianças com intervenções não resolutivas apontam em quase 100% das vezes para o espectro autístico não diagnosticado, tal como os casos de hiperativos que não melhoram com Ritalina.


Por Dr. Carlos Neumann
Psiquiatra da Cruz Azul, Doutor em
Psicologia Clínica e Psicanalista da
Sociedade Brasileira de Psicanálise

 

MENU
Últimas Notícias
Cruz Azul de São Paulo
Av. Lins de Vasconcelos, 356 – Cambuci
CEP: 01538-900 – São Paulo – SP
(11) 3348-4000
Como Chegar
Prêmios & Certificações:
Cruz Azul Cruz Azul Cruz Azul Cruz Azul
Links Úteis:
CBPM POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO Cruz Azul Cruz Azul Cruz Azul Cruz Azul Cruz Azul
Cruz Azul 1925/2018 © Todos os direitos reservados