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A diversidade do espectro autista – Perspectiva pedagógica 18 de maio de 2018

Autismo_Prof Alcione Piva

A inclusão de alunos com TEA na escola regular

No Brasil, há cerca de 10 anos, as demandas da inclusão relativas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) começaram a se fazer mais presentes no cotidiano escolar, seja por força legal ou pela convicção dos envolvidos de que uma sociedade mais justa necessariamente está comprometida com a inclusão social de grupos historicamente excluídos, como os portadores de TEA.

Apesar dos desafios, acredito que não é mais possível pensar em uma escola que não esteja alinhada com a ideia de propiciar as mesmas oportunidades para todos, independentemente de religião, classe social, gênero, cor e outras especificidades que compõe nossa diversidade humana.

Os alunos com TEA demandam adaptações no currículo, nos horários, nas avaliações e nas estratégias pedagógicas, mudanças que são pensadas e registradas em um Plano de Aprendizagem Individualizado, que visa atender às necessidades educacionais especiais, considerando as dificuldades e potencialidades do educando, para que o mesmo possa progredir em todos os sentidos.

Além disso, alterações procedimentais e atitudinais por parte de toda a comunidade escolar podem ser colocadas em prática para acolher o aluno com TEA. As alterações sensoriais que esses alunos experimentam, como sons altos, cheiros fortes e certas texturas, podem incomodá-los, portanto, é indispensável conhecer as particularidades de cada um para que se possa manejar situações que poderiam provocar crises e irritabilidade.

Quanto ao currículo, é importante dar significado para o que se está aprendendo, aliás, isso vale para todos os alunos, mas nos casos destes com especificidades, é possível lançar mão de seus interesses restritos para introduzir determinado conteúdo. Além disso, pode-se também considerar o modo de pensar mais visual que muitos alunos com TEA têm para preparar atividades e estratégias que favoreçam esse traço.

Outro aspecto significativo é o papel do acompanhante na escola, um profissional que faz o intermédio entre as atividades planejadas pelo professor e o estudante com TEA. Para que isso aconteça de forma eficiente, é essencial que haja um diálogo bem afinado entre a equipe docente e o acompanhante, de modo que as demandas possam ser atendidas na medida em que surgem novas necessidades.

Já as avaliações podem ser adaptadas para viabilizar a compreensão dos enunciados, priorizando as frases curtas e claras, além de evitar as que têm sentido figurado, pois as pessoas com TEA costumam ser muito literais e, desse modo, podem ter dificuldade em entender ironia e sarcasmo, gerando situações estressantes para o aluno.

A socialização deve ser estimulada perante a comunidade escolar,  favorecendo a interação com colegas, colaboradores e familiares, os quais, geralmente, se mostram muito receptivos e generosos quando há um aluno com TEA no grupo, acolhendo e respeitando aquele que é “diferente”.

É maravilhoso ver como a escola tem papel terapêutico sobre as questões socioemocionais que envolvem nossos alunos e isso não se refere apenas ao TEA. No ambiente educacional, ampliam-se as trocas de ideias e conhecimento, o que é muito positivo para o desenvolvimento intelectual, cognitivo e social.

Nesse cenário, a Psicologia Escolar tem um papel fundamental na intermediação entre os profissionais de saúde que acompanham os estudantes com TEA e o corpo docente, promovendo a fluidez do diálogo que resulta no suporte necessário para uma atuação pedagógica mais consciente das demandas específicas de cada indivíduo.

O impacto do Programa Valores do Colégio PM é muito positivo em termos de acolhimento e diversidade, pois ao apresentar o que é “diferente”, o estranhamento é substituído por curiosidade e, posteriormente, por aceitação.

Concluindo, quando praticamos uma escola plural e diversa, ensinamos nossas crianças a respeitar e apreciar as diferenças como parte do mosaico cultural que é a nossa sociedade.


Por Prof. Me. Alcione Piva
Professora de Biologia do Colégio PM – Unidade Penha
Bacharel em Biologia, Mestre em Biodiversidade
Pós-graduanda em Inclusão Escolar

 

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