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Alimento de ouro 4 de setembro de 2018

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O “Agosto Dourado”, mês que celebra a importância do aleitamento materno, foi oficializado pela Lei Federal nº 13.435/17

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Leite Materno (LM) é classificado como o “alimento de ouro” para a saúde das crianças, por ser o único alimento rico o suficiente para nutrir e hidratar o recém-nascido (RN) por, no mínimo, seis meses de vida, garantindo uma boa nutrição durante seus dois primeiros anos.

Por ter grande ação imunológica, protege o bebê de infecções respiratórias, intestinais, alergias e outras doenças. Em longo prazo, o aleitamento está associado ao menor risco de desenvolvimento de colesterol alto, hipertensão, obesidade e diabetes. É capaz de reduzir em 13% a mortalidade infantil nos cinco primeiros anos de vida e, para isso, sua composição passa por algumas transformações que refletem as necessidades da criança.

O primeiro LM produzido é chamado “colostro”, que, com o passar dos dias, sofre modificações até chegar ao leite maduro. Também varia de composição no decorrer da mamada: no início, o leite com aspecto mais aguado (chamado leite anterior), é responsável por deixar o RN hidratado, enquanto o leite mais espesso, característico do final da mamada (leite posterior), contém mais gordura e proteína, saciando e permitindo o ganho de peso adequado.

O colostro é rico em proteínas, anticorpos, vitaminas, lactose e sais minerais, sendo considerada a primeira vacina do recém-nascido. Resguarda a criança de infecções, ajuda na digestão e na limpeza do sistema digestivo. Bebês prematuros ou de baixo peso devem receber o LM de suas próprias mães, que é produzido especialmente para eles de acordo com suas necessidades específicas.

Como já foi dito, o LM muda no decorrer da mamada, assim, o neonato deve esgotar uma mama antes de passar para a outra, quando se tornar necessário, para que receba o leite posterior, ficando assim mais saciado. Isso permitirá não apenas maior saciedade, mas também maior intervalo entre as mamadas, dando à nutriz a possibilidade de algum descanso nesse período.

Não existe leite fraco. Pode ser que, durante a transição do leite (de colostro a maduro), a mãe desconfie que ele tenha mudado ou que pareça mais fraco, devido à cor mais esbranquiçada. É algo normal e não significa que é menos nutritivo. Mesmo as mulheres desnutridas são capazes de produzir um bom leite materno com tudo que o bebê precisa. Além disso, a produção do LM depende diretamente do estímulo produzido na mama por meio da sucção. Dessa forma, quanto mais a criança suga, mais leite a mãe produz.

O intervalo e a duração da mamada quem faz é o próprio bebê. Ele deve mamar quando está com fome e até ficar satisfeito. Este processo é chamado aleitamento materno em livre demanda, cujo sucesso está relacionado à pega adequada. Ele deve abocanhar não apenas o mamilo, mas também parte da aréola mamária, permitindo uma adequada área para sucção e consequente ejeção de quantidade satisfatória de LM.

Para a pega adequada, também é necessária uma posição favorável da mãe e do filho. É importante posicionar o bebê inteiramente de frente para a mãe (barriga com barriga), cabeça e coluna estando alinhadas no mesmo eixo, com a cabeça ligeiramente mais elevada que o restante do corpo e totalmente apoiados pelo braço e mão da mulher. Esta, por sua vez, deve estar em uma posição confortável, sem tensões que possam dificultar o posicionamento do bebê ou sua sensação de conforto e proteção durante a mamada.

Dentre as inúmeras vantagens do aleitamento materno para o bebê, uma das mais importantes está no afeto envolvido neste ato de amor que é “dar de mamar”, que faz o bebê sentir-se amado e seguro. Para a mãe, os benefícios são inúmeros, tais como: reforça os laços afetivos, diminui o sangramento pós-parto, facilita o retorno mais rápido do útero ao normal, diminui o risco de câncer de mama e de ovários, além de representar um método natural de planejamento familiar, sendo prático e econômico, pois já vem pronto e não precisa ser comprado.

Amamentar não deve doer e não precisa ser desconfortável, pelo contrário, é um momento único de nutrição física e afetiva, tanto para o bebê quanto para a mãe.


Por Dra. Rosa Mary Manso Pérez
Médica Chefe do Berçário
na Maternidade Santa Maria da Cruz Azul
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