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ASFIXIA EM CRIANÇAS 22 de dezembro de 2016

Especialista alerta sobre os perigos dos jogos que privam o organismo do aporte adequado de oxigênio

Recentemente, a mídia tem noticiado diversos casos de mortes de crianças por asfixia, ocasionadas por um jogo conhecido como “choking game”, no qual os participantes utilizam manobras para impedir que o oxigênio chegue ao cérebro, o que é extremamente agressivo para o organismo.

Segundo o Dr. Maki Hirose, Coordenador do Pronto-socorro Infantil (PSI) da Cruz Azul, “por causa de um jogo praticado muitas vezes sem o conhecimento dos pais, crianças e adolescentes podem morrer ou ter problemas permanentes, tais como: episódios confusionais, síncopes, convulsões e alterações visuais. Quando ocorre a asfixia e o cérebro deixa de receber o aporte de oxigênio, após três minutos, podem ocorrer sequelas neurológicas permanentes e em quatro a cinco minutos, a morte”.

Sendo assim, os cuidados preventivos para que a asfixia não ocorra são o que há de mais importante para os pais. A família deve constantemente se antecipar e verificar, no ambiente frequentado pelos filhos, os riscos para asfixia e conversar com eles sobre as “brincadeiras” que podem tirar a vida. Mas se mesmo assim os pais se depararem com um caso como esse devem: “proceder a desobstrução da via aérea e o início imediato de manobras de suporte básico de vida, além do acionamento de serviço de emergência”, complementa o Dr. Maki, ressaltando que não apenas com os jogos online, mas asfixia pode ocorrer por acidentes domésticos como engasgos, sufocamento com sacos plásticos, enforcamento (acidental ou provocado) e afogamento.

“O cuidado pré-hopitalar ágil e adequado é o que faz mais diferença no prognóstico da criança. Na chegada de um paciente com esse tipo de situação, os profissionais consideram a colocação de colar cervical, realizam avaliação da condição cardiorrespiratória e monitoramento, iniciando ou continuando as manobras de reanimação, quando indicadas. E, mesmo nas crianças que chegam conscientes, deve-se realizar uma anamnese aprofundada com familiares, avaliação neurológica, busca de sinais de enforcamento como presença de petéquias no rosto ou na esclera do olho, avaliação da coluna e hematomas no rosto, pescoço e tronco. Sintomas neurológicos podem surgir tardiamente e, portanto, o paciente se beneficiará de um período de observação no hospital. Uma adequada abordagem psiquiátrica e social também deve fazer parte do atendimento”, destaca o médico.

Sobre o choking game

O jogo de asfixia, ou jogo de não-oxigenação, é um comportamento de risco que não deve ser entendido como uma brincadeira, devido aos sérios riscos que traz para os participantes, seja por pressão de grupos sociais ou ainda por experimentar um estado alterado de consciência.

Portanto, é imprescindível que os pais e responsáveis conversem com as crianças sobre essas “brincadeiras” perigosas, alertando sobre os riscos de morte e das graves sequelas que o jogo pode causar.

 

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