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ATENÇÃO X HIPERATIVIDADE 29 de setembro de 2017

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Psicóloga Escolar aborda a síndrome que apresenta sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade

Cada vez mais tem-se ouvido falar sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em especial nas escolas, pois é onde os sintomas se expressam mais claramente, visto que a rotina escolar exige concentração para o aprendizado e cumprimento de regras para um bom convívio em grupo. Comportamentos que são muito difíceis de seguir para a criança diagnosticada com TDAH, já que se manter quieta e atenta está além do seu autocontrole.

O transtorno se caracteriza principalmente pela dificuldade para manter o foco e a atenção, o que prejudica muito na aprendizagem, em virtude desse último ser um dos requisitos primordiais para a aquisição de novos conhecimentos. As crianças com esse diagnóstico também tendem a ter um déficit no desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais, o que pode atrapalhar no relacionamento com colegas, professores, pais e irmãos, pois elas são extremamente agitadas e têm dificuldades em aceitar regras.

O diagnóstico é dado pelo médico neurologista ou psiquiatra e recomenda-se que o tratamento seja conduzido por uma equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, neuropsicólogo e/ou fonoaudiólogo), de acordo com cada caso, para que se trabalhem as funções que cada criança apresenta mais dificuldade.

Ainda há muito preconceito sobre o tema, até que se descubra que é um distúrbio e não um problema de “criação”, pois a tendência da família é tentar encontrar um “culpado” que levou a criança a ter tais comportamentos. Há casos em que isso afeta as relações conjugais, já que o casal não se entende quanto à postura que devem adotar diante da criança e, quando há irmãos, fica ainda mais complicado, porque um acaba achando que o outro é privilegiado por exigir mais atenção e cuidado, o que ocasiona brigas e desentendimentos em casa.

Sugestões para os familiares

  • Brincar em família com atividades cooperativas, de estímulo ao raciocínio e jogos de tabuleiro em geral.
  • Estabelecer uma rotina diária de estudos, com horário fixo, para que se torne um hábito e não uma cobrança/chateação.
  • Escolher locais silenciosos e com o mínimo de distração, com espaço de fácil acesso, para organizar os materiais necessários.
  • As atividades devem ser intercaladas com períodos de descanso: a cada 35/40 minutos para adolescentes e 10/15 minutos para crianças pequenas, visando regular a atenção, a concentração e o foco nas lições.
  • Utilizar materiais como cartazes, lousas e esquemas visuais para favorecer a aquisição do conteúdo.
  • Ajudar a priorizar as atividades: o que deve ser feito e em qual ordem/sequência.
  • Sempre que oportuno, utilizar os reforços positivos para cada atividade realizada adequadamente, bem como apontar e refletir quando o resultado for insatisfatório.
  • Ensinar e valorizar habilidades de organização de materiais (agendas, avisos sonoros, recados em post-it, anotações etc.).
  • Preparar listas com as tarefas do dia e da semana, além de estimular a checagem das atividades.
  • Estabelecer rotinas diárias do que deve ser feito, por meio de modelos prévios.
  • Ajudar nos afazeres de casa, para que cada membro da família tenha responsabilidade no ambiente em que reside.

Sugestões para os educadores

  • Manter o aluno sentado à frente e próximo ao professor, a fim de facilitar a visão e evitar distrações.
  • Passar as instruções verbais estando próximo ao aluno para se certificar que ele compreendeu.
  • Se necessário e possível, realizar avaliação oral como complemento das avaliações escritas.
  • Fornecer um tempo adicional para concluir as tarefas escritas, principalmente nas disciplinas em que o aluno apresenta maior dificuldade.
  • Oferecer provas com enunciados mais enxutos, gráficos, tabelas e imagens, priorizando conteúdos mais visuais.
  • Permitir e aceitar respostas mais objetivas e breves.
  • Proporcionar pistas verbais e visuais (subsídios) para que possa seguir na busca de suas respostas. Ex.: colocar um exercício para servir de modelo.
  • Caso seja necessário, fazer as provas num ambiente mais tranquilo, como a sala da Coordenação, para evitar distrações.
  • Identificar as atividades preferidas do aluno e usá-las como incentivo.
  • Relacionar pontos importantes na tarefa, com sentenças em tópicos ou resumos.
  • Colorir ou sublinhar as instruções das tarefas, as palavras mais difíceis e os sinais de processos matemáticos, para chamar a atenção e evitar equívocos.
  • Incentivar e certificar-se de que ele anotou o dever de casa na agenda.
  • São dicas aparentemente simples, mas que contribuem muito para que a criança com TDAH consiga se organizar e se desenvolver melhor.

Por Edenizia S. C. Bernardi
Psicóloga Escolar do Colégio PM – Unidade Itaquera,
especializada em Psicopedagogia
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