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DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS 29 de setembro de 2017

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Cardiologista da Cruz Azul explica o processo de doação, no qual um doador pode salvar até dez vidas por meio de transplantes

Por ocasião do Dia Nacional de Doação de Órgãos, 27 de setembro, este é um mês de incentivo e conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, em que acontecem diversas ações dedicadas a fomentar uma postura proativa da sociedade, afinal, não há transplante se não houver a solidária participação dos doadores e de seus familiares.

Vale ressaltar que podem ser doados: rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas, córneas, pele, ossos, tendões e valva cardíaca. Com isso, um único doador pode salvar até dez vidas, sendo que tanto a doação quanto os princípios éticos e sociais são imprescindíveis para o sucesso do programa de captação, doação e transplantes de órgãos e tecidos, objetivando beneficiar pacientes inscritos no Cadastro Técnico Único, os quais estão aguardando por transplantes.

O processo de doação e transplante refere-se a um conjunto de ações que possibilitam transformar um “potencial doador” em “doador efetivo” de órgãos e/ou tecidos, com a finalidade do transplante. Tem início na identificação de um possível doador na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou no Pronto-socorro (PS), considerando os pacientes internados por causas neurológicas, como: acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano, tumores cerebrais, meningites e encefalopatia anóxica, que apresentam grau três na escala de coma de Glasgow, sem resposta aos estímulos.

No caso, deve-se atender aos critérios clínicos para morte encefálica estabelecidos na Resolução nº 1480/1997 do Conselho Federal de Medicina, visto que, quando identificado um paciente nesta condição, há a obrigatoriedade de notificar a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO).

Nesse contexto, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Cruz Azul, composta por equipe médica e multidisciplinar, tem como objetivo auxiliar na identificação de potenciais doadores, no processo de diagnóstico de morte encefálica e na manutenção do potencial doador, até a conclusão de todo o processo de doação e transplante.

Esta Comissão tem também um caráter educativo, que visa orientar e sensibilizar os profissionais e os cidadãos sobre a relevância desse gesto de doação de órgãos e tecidos, de modo que declarem para seus familiares sua intenção de ser um possível doador.

É importante salientar que, para se tornar um doador de órgãos, basta comunicar a família, pois a doação somente é realizada com a autorização dos parentes mais próximos. Sendo assim, ressalta-se a necessidade de conversar sobre o tema, expressando o desejo de ser um doador após a morte, pois, atualmente, a negativa familiar é o principal motivo para a não doação.

 

Para ser doador, o que é necessário?

Basta expressar para a família seu desejo em ser um doador, quando falecer, pois a doação somente acontece com autorização de um familiar ou responsável.

 

Como é constatada a morte encefálica?

Para atestar a morte encefálica, é necessária avaliação especializada e realização de exames complementares que atestem que o cérebro não tem atividade elétrica ou que não há mais circulação de sangue para este órgão, sendo que tal condição é irreversível.

 

Quem pode doar órgãos e tecidos?

Segundo o Ministério da Saúde (MS), qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos e tecidos, desde que concorde com a doação e que isso não prejudique sua saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e da medula óssea ou parte do pulmão, sendo que parentes até o 4º grau podem ser doadores e os demais devem ter autorização judicial. Já para doadores falecidos, é preciso constatar a morte encefálica e obter o consentimento da família.

 

Como está a situação dos transplantes no Brasil?

De acordo com o MS, os seguintes transplantes aumentaram de 2015 para 2016: coração 13%, rim 18%, fígado 34%, medula óssea 39% e pulmão 53%. Além disso, em dezembro do ano passado, havia 41.042 pessoas na fila de espera aguardando por um transplante e a taxa de aceitação familiar chegou a 57%.


Por Dr. Fábio Zanerato
Cardiologista da Cruz Azul, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e
Presidente da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Cruz Azul
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