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DOENÇAS TÍPICAS DE INVERNO 2 de agosto de 2016

Dra-Ana-Claudia-Ferreira-Pneumologista-Infantil

Pneumologista Pediátrica fala sobre os principais cuidados, tratamentos e prevenções para: resfriados, gripes, pneumonia, bronquiolite e asma

No inverno, aumentam os atendimentos às crianças com doença respiratória. O tempo frio, a baixa umidade e a alta concentração de poluentes aumentam o risco de sintomas alérgicos, assim como os ambientes fechados favorecem a transmissão de vírus e bactérias e a propagação de doenças contagiosas.

Os resfriados e as gripes são infecções muito comuns nesta época. Os sintomas do resfriado são: coriza nasal, espirros, dor de garganta, tosse seca e febre baixa, cujas complicações mais comuns são as rinossinusites, sendo que o agente principal é o Rinovírus. Já na gripe, causada pelo vírus Influenza, a febre alta é comum e a criança costuma apresentar fraqueza, tosse com catarro, dor de cabeça e no corpo. Pode evoluir com pneumonia pelo próprio vírus ou por bactérias. Logo, a vacina é a intervenção mais importante na redução da gripe e suas complicações, que protege contra a influenza A, incluindo o subtipo H1N1 e a Influenza B.

Vale lembrar que entre seis meses e cinco anos de idade é comum apresentar de cinco a oito episódios de infecções de vias aéreas por ano, incidência esta que aumenta em crianças que frequentam creches e escolas.

Quando os sintomas de um resfriado persistem sem melhora por mais de 10 dias, o quadro pode estar evoluindo com rinossinusite bacteriana. Nas crianças, a tosse é o sintoma preponderante. Febre, obstrução nasal, secreção nasal purulenta e perda de apetite podem estar presentes.  A dor de cabeça pode ocorrer em crianças maiores. Na maioria das vezes, o diagnóstico é clínico e o tratamento é feito com antibióticos.

A pneumonia é outra complicação das infecções de vias aéreas superiores. A vacina pneumocócica diminuiu sua incidência, porém, o Pneumococo continua sendo o principal agente etiológico da doença na criança.

As pneumonias bacterianas podem cursar com febre alta, dor no peito e abdominal, tosse com secreção e falta de ar. O diagnóstico é clínico e geralmente confirmado com a radiografia de tórax. Seu tratamento é feito com antibióticos e, nos casos de maior gravidade, a internação se faz necessária.

Outra doença prevalente neste período é a bronquiolite viral aguda, que corresponde ao primeiro evento de sibilância na criança. Está associado a uma infecção por vírus, sendo o principal o Vírus Sincicial Respiratório, que ocorre em crianças menores de dois anos de idade, principalmente entre os meses de março e agosto. Tem início com sintomas de um resfriado e, após 72 horas, ocorre o período de piora, com cansaço e chiado no peito. O diagnóstico é clínico e os casos mais graves podem evoluir com insuficiência respiratória e a criança deverá ser hospitalizada.

A tosse e o chiado podem persistir por períodos prolongados e é um fator de risco significante para a sibilância recorrente. Não há vacinas para os principais vírus envolvidos na bronquiolite e a prevenção consiste na diminuição da exposição da criança aos vírus.

O diagnóstico diferencial principal é a asma. Esta é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que causa episódios recorrentes de chiado no peito, falta de ar e tosse, em especial durante a noite e pela manhã. Piora com as mudanças climáticas, estresse, exercício físico e exposição a inalantes. Comumente há associação com história parental de asma, dermatite atópica e rinite alérgica.

As crises de asma são muito comuns no inverno. É uma das principais causas de atendimento na emergência e de internação hospitalar na faixa etária pediátrica.

O tratamento da asma aguda é feito com corticoide sistêmico e nebulização com broncodilatador, assim como o tratamento preventivo na asma persistente é essencial e o medicamento de escolha é o corticoide inalatório, de preferência na forma de aerosol pressurizado dosimetrado (“bombinha”).

Os cuidados necessários para a prevenção de doenças respiratórias consistem em evitar os aglomerados de pessoas e o contato da criança sadia com indivíduos com infecção de vias aéreas. Lavar as mãos com frequência ou desinfetá-las com produtos à base de álcool. Além disso, é importante beber muita água e umidificar o ambiente, assim como evitar a exposição a poluentes ambientais que agravam as infecções e favorecem os processos alérgicos.

As vacinas disponíveis devem ser realizadas sempre. Procurar levar as crianças ao Pronto-socorro em casos de urgência. As consultas ambulatoriais devem ser priorizadas e as dúvidas esclarecidas pelo Pediatra, o qual orientará o tratamento mais adequado e fará o encaminhamento, quando necessário, para o Pneumologista Infantil.

 

Por Dra. Ana Cláudia Ferreira Arnaldo Ningre
Pneumologista Infantil no Hospital Cruz Azul
Pós-graduada em Pneumologia Pediátrica pela EPM-UNIFESP
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