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ENTENDENDO A OSTEOARTRITE 29 de setembro de 2017

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Reumatologista da Cruz Azul explica sobre prevenção e tratamento da doença popularmente conhecida como artrose

osteoartrite, anteriormente chamada de artrose, é a condição reumática mais comum, também confundida com o termo genérico “reumatismo”. Com o aumento da expectativa de vida da população, tratamos muitos pacientes com osteoartrite, considerando os estudos de vários países que estimam que cerca de 35% das pessoas acima dos 65 anos apresentam alguma queixa relacionada a isso.

Em Reumatologia, 40 a 50% dos atendimentos em consultório são de pacientes com quadro clínico de osteoartrite, com relatos de dor articular que piora no início do movimento, por exemplo, para levantar-se de uma cadeira ou para subir um lance de escadas. Entretanto, nem todos apresentam dores persistentes nas articulações acometidas, sendo comum observarmos a presença dos “bicos de papagaio” na coluna vertebral dorsal e, às vezes, lombar, mesmo sem dor ou desconforto. E, apesar de não haver cura definitiva, as medidas de prevenção do agravamento e as opções de tratamento atuais têm contribuído bastante para a evolução destes pacientes.

Afinal, o que é a osteoartrite? Trata-se de uma condição evolutiva crônica, que atinge principalmente as articulações que realizam movimentos e sofrem carga, como joelhos e quadris, quando ocorre o desgaste progressivo da cartilagem da junta. A cartilagem é um tecido elástico, que reveste a superfície dos ossos e permite o deslizamento harmonioso das articulações nos movimentos. Com o avançar da idade, ocorrem alterações inflamatórias e degenerativas nessa cartilagem, que perde a capacidade de absorção de carga e de deslizamento, tornando-se mais afilada, menos elástica, com o aparecimento de pequenas rachaduras na superfície, fazendo com que o osso abaixo dela seja acometido.

Progressivamente, isso leva a um desgaste do osso e a formação dos famosos “bicos de papagaio”, que ocorrem basicamente na coluna vertebral, mas também aparecem nos joelhos e no quadril. Já as articulações dos dedos das mãos, as falanges, apresentam alterações artrósicas num grande número de pacientes e são motivo de preocupação tanto do ponto de vista de dor, rigidez e comprometimento dos movimentos, inclusive dos polegares, como também do ponto de vista estético, pois ocorrem deformações das articulações acometidas.

Existem alguns fatores de risco para o aparecimento mais rápido da osteoartrite nos joelhos e nos quadris, como: idade mais avançada, sexo feminino, obesidade e sobrepeso. Atletas ou indivíduos que fazem treinamentos aeróbicos ou esportes com impacto e carga, sem orientação profissional, estão mais sujeitos a desenvolver osteoartrite, pela carga excessiva nas articulações. A genética é importante em alguns subtipos da doença, em especial, nas mãos.

Além disso, a osteoartrite, isoladamente, não altera exames laboratoriais, diferente da artrite reumatóide, que tem um componente inflamatório. Na maioria dos pacientes, não é necessário realizar exames de sangue. Com relação ao Raio-X e outros métodos de imagem mais acurados (tomografia computadorizada e ressonância magnética), estes devem ser individualizados para cada paciente, pois muitas vezes não são necessários para o início do tratamento.

É fundamental reforçar as orientações sobre a evolução da doença ao paciente e seus familiares, inclusive como lidar com as limitações progressivas, possíveis adaptações em casa para facilitar tarefas domiciliares e o incentivo psicológico. Recomendamos a perda de peso, quando necessária, assim como a realização de exercícios que envolvam alongamento e fortalecimento muscular, conforme o caso. Sessões de fisioterapia analgésica e motora, principalmente nos joelhos e na coluna lombar, são bastante úteis nas fases de dor mais intensa.

Com relação às medicações, o reumatologista e o ortopedista devem ser bastante criteriosos na prescrição. Em geral, como a faixa etária é elevada, a maioria destes pacientes apresenta outras doenças (hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas…) e não devem ser medicados com anti-inflamatórios de maneira contínua, nem com corticóides sem orientação médica.

Atualmente, dispomos de alternativas seguras para a melhora da dor, sem efeitos colaterais importantes. Por vezes, são necessárias infiltrações nas articulações, em especial nos joelhos, para alívio mais rápido da dor e retirada do líquido sinovial em excesso, a popular “água no joelho”.

Por fim, a consulta com o especialista é fundamental, visando à melhoria da qualidade de vida destes pacientes, sobretudo nas fases iniciais, quando a intervenção terapêutica pode ser mais efetiva. Nas formas avançadas de osteoartrite do quadril e dos joelhos, o tratamento definitivo é a prótese.


Por Dr. Silvio Figueira Antonio
Reumatologista do Hospital Cruz Azul
Coordenador da Comissão de Coluna Vertebral da Sociedade Brasileira de Reumatologia
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