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PARA QUE SERVEM OS RINS? 8 de maio de 2019

PARA-QUE-SERVEM-OS-RINS

Nefrologista aborda algumas complicações das doenças renais, cujos sintomas podem ser variados e silenciosos, podendo levar à insuficiência renal aguda ou crônica

Os rins exercem funções primordiais no organismo, sendo responsáveis por filtrar e eliminar substâncias nocivas, em excesso, não úteis ou administradas, como os medicamentos. São os nossos “lixeiros”. Ao mesmo tempo, servem para eliminar a água excedente ou ainda retê-la, se o indivíduo estiver perdendo ou ingerindo em quantidade inadequada.

Também controlam a acidez do sangue, eliminando os ácidos produzidos pelo metabolismo normal, assim como expelem sal e potássio excessivos. Além disso, produzem  hormônios que controlam a pressão arterial, estimulam a produção de glóbulos vermelhos do sangue e interferem na absorção de cálcio e na calcificação dos ossos.

INSUFICIÊNCIAS RENAIS

CRÔNICAS:

– Curso lento e silencioso, muitas vezes por vários anos. Na fase avançada, os sinais mais frequentes são: inchaço, pressão arterial alta, fraqueza, fadiga, palidez e náuseas

AGUDAS:

– Surgem abruptamente e têm evolução rápida. Podem ser revertidas e retomar a função renal normal ou, dependendo do tipo de doença, podem evoluir para insuficiência renal crônica.

– Decorrentes de um problema não diretamente ligado aos rins, mas que os afetam secundariamente, como as infecções graves em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

A capacidade funcional dos rins é muito grande. Na maioria das vezes, os sinais das doenças crônicas aparecem em estágio avançado. O mecanismo de filtragem pode estar comprometido, mas o de eliminar líquidos ainda consegue equilibrar o corpo, por exemplo. Muitas das substâncias nocivas retidas não produzem nenhum sintoma e só são reconhecidas em exames de laboratório, inclusive os de rotina.

Há dois tipos de tratamento para a insuficiência renal: a diálise (hemodiálise e peritoneal) indicada tanto para doenças crônicas como para agudas. Ambas visam filtrar o sangue e eliminar o excesso de líquidos no corpo. O transplante renal é indicado apenas para as crônicas. A alternativa mais frequente é a hemodiálise. Já a peritoneal é uma modalidade particularmente útil em crianças. Nos casos crônicos, a diálise peritoneal é feita na residência do paciente, contando com a colaboração dele próprio e dos familiares, assim como a estrutura domiciliar adequada para a realização do procedimento.

É muito importante que haja adesão aos medicamentos e à dieta, especialmente a restrição do consumo de sal, para evitar o excesso de retenção de líquidos e o consequente aumento da pressão arterial, do inchaço e do acúmulo de líquidos nos pulmões. Da mesma forma, é fundamental a dieta com restrição de potássio, que é encontrado em frutas e legumes crus, pois quando ingerido de modo excessivo, pode ser tóxico para o coração.

A  outra opção  para tratar a insuficiência renal crônica é o transplante renal. Trata-se de um tratamento complexo e, principalmente, demanda a existência de um doador compatível, que pode ser de um parente vivo ou uma pessoa falecida.

Por fim, a Unidade de Diálise do Complexo Hospitalar da Cruz Azul dispõe de uma equipe especializada, composta por médicos nefrologistas e enfermeiros experientes, que atuam juntamente com as áreas de Psicologia, Nutrição e Serviço Social, objetivando propiciar a assistência integral à saúde.

 

Por Dr. Luiz Sergio Azevedo
Médico Nefrologista da equipe de Nefrologia
e Diálise do Hospital Cruz Azul
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