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POSTURA E SAÚDE

3 de janeiro de 2018

Simone-Gagliardi-Saldys_Esporte_Postura-e-saúde

Professora de Educação Física do Colégio PM aborda a postura corporal em relação à integridade física dos estudantes

Falar sobre “postura” remete a discussões e informações que parecem estar relacionadas ao passado, mas, ao oposto do que possa parecer, sempre será um diálogo atual. Como confirma a estatística da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população apresenta dores nas costas, com grande parte dos casos provocados pela inércia aliada à má postura.

No âmbito escolar, persistem os hábitos posturais incorretos e frequentemente repetidos, gerando danos físicos e também de aprendizagem. A começar pelo peso da mochila nas costas que, segundo pesquisas, seria adequado carregar apenas 10% do peso corporal. Nas salas de aula, durante o tempo que permanecem em aulas expositivas, muitos alunos sentam-se “deitando na cadeira”, recostando-se sobre a mesa ou ainda apoiando os pés na cadeira, entre outros.

A fisioterapeuta Mei Wang, especialista em neurologia e ortopedia pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que “a má postura causa a sobrecarga e desvios da coluna vertebral, o que provoca a redução da capacidade respiratória, pois se a respiração não está correta, o ar não vai chegar de forma satisfatória ao cérebro, prejudicando a aprendizagem e a capacidade de guardar informações”.

Além disso, a dificuldade em manter uma postura adequada também está relacionada à insuficiência de conscientização corporal, pois com a imobilidade suprindo a mobilidade, crianças e jovens muitas vezes só percebem seu corpo quando estão diante de desafios cognitivos, motores e socioemocionais proporcionados nas aulas de Educação Física. Ao atravessar um percurso, por exemplo, precisam manter a concentração, têm que perceber a disposição dos materiais para poder adotar diferentes posturas (passar por cima/por baixo/entre obstáculos, subir/descer…), devem saber onde inicia e onde termina etc. Já os jogos demandam a criação de estratégias, com organização e planejamento, mediante a interação com os membros da própria equipe e dos adversários, assim como executar as habilidades específicas da modalidade esportiva.

Muitos são os benefícios físicos e de aprendizagem diante do conhecimento de si. Por essa razão, “aprender sobre o corpo deve estar no contexto do jogo e da brincadeira”, como diz André Trindade, autor do livro “Mapas do corpo”.


Por Simone Gagliardi Saldys
Professora de Educação Física, especialista em Psicomotricidade (Educação e Clínica)
Colégio PM Unidade Centro

 


Categoria(s): Educação | Palavra de Especialista | Saúde
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