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PREVENÇÃO DE DST 22 de dezembro de 2016

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Urologista da Cruz Azul fala sobre a importância de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis

O termo DST (Doença Sexualmente Transmissível) é utilizado para se referir a uma série de síndromes clínicas causadas por patógenos que podem ser adquiridos e transmitidos através da atividade sexual. Estes patógenos podem ser vírus, bactérias ou outros micro-organismos. Apesar de muitas DST possuírem tratamento com intuito curativo, algumas podem ser fatais, principalmente se descobertas em estágios mais avançados.

Essas doenças são muito frequentes no nosso meio. No Brasil, a cada dez consultas ao médico, duas são devido a essas doenças. Dentre as DST mais comuns, estão: uretrites (gonorreia, clamídia e tricomoníase), doenças ulcerosas genitais (sífilis, cancro mole e herpes genital), doenças verrucosas (HPV e molusco contagioso), além do HIV (vírus da imunodeficiência humana), da AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) e das hepatites.

A prevenção e controle das DST são baseados nas seguintes estratégias:

  • educação e aconselhamento da população exposta (como no início da atividade sexual, por exemplo);
  • identificação dos indivíduos assintomáticos e acometidos para que sejam tratados;
  • aconselhamento dos indivíduos acometidos (para que não transmitam as DST);
  • avaliação, tratamento e aconselhamento dos parceiros sexuais de indivíduos acometidos;
  • vacinação de indivíduos daquelas doenças que possuem condição prevenível.

Todos os profissionais da área da saúde e principalmente os Urologistas (responsáveis pela saúde sexual masculina) e Ginecologistas (responsáveis pela saúde sexual feminina) devem encorajar a mudança do comportamento sexual dos seus pacientes quando, identificados comportamentos de risco para DST. É recomendável utilizar as diversas estratégias com intuito de diminuição destes riscos, como:

  • abstinência sexual;
  • utilização de preservativos;
  • limitação do número de parceiros/parceiras sexuais;
  • modificação de práticas sexuais;
  • vacinação.

Com o advento da AIDS, algumas DST que haviam diminuído de incidência voltaram a se tornar mais frequentes, como a sífilis. E esse aumento vem se refletindo na transmissão vertical (de mãe para filho) dessa doença.

A postectomia (ou circuncisão), apesar de não substituir outras formas de prevenção de HIV/AIDS, demonstrou diminuir a contaminação da doença através das relações heterossexuais.

Com relação às vacinações, temos disponível a vacina para Hepatite B, que faz parte do calendário de imunizações do Ministério da Saúde (MS) há muitos anos, e também para HPV, que foi adicionada recentemente.

O HPV (Papiloma Vírus Humano) é a principal causa de câncer de colo de útero nas mulheres e pode induzir o câncer de pênis nos homens. Recentemente, a vacina para o HPV foi instituída e a indicação que, inicialmente, era feita apenas para as meninas, já foi expandida aos meninos. Hoje, a Sociedade Brasileira de Pediatria indica a vacinação para mulheres de 9 aos 45 anos (3 doses). Já os homens também devem ser vacinados, dos 9 aos 26 anos. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde preconiza a vacinação das meninas, dos 9 aos 13 anos, com aplicação de 2 doses, apenas.


Por Dr. Álvaro Alexandre Dias Bosco
Urologista da Cruz Azul e do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC)
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