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Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico 13 de janeiro de 2016

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O Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico é um distúrbio de ansiedade que se caracteriza por ataques súbitos, seguidos de sintomas físicos, tais como taquicardia, aperto no peito, tremores, tonturas, formigamentos nas mãos, suores intensos com ondas de calor e calafrios, medo de morrer, sensação de estar saindo fora do corpo, dores migratórias e outros, o que leva o indivíduo a pensar que o problema é de origem física.

O transtorno do pânico pode ser desencadeado em qualquer pessoa, não escolhendo sexo, mas se percebe que o quadro começa a aparecer na adolescência ou no início da idade adulta. As pesquisas mostram que a maior incidência é em pessoas de 25 a 45 anos de idade, de ambos os sexos. Apesar das pessoas do sexo feminino procurarem mais ajuda de um terapeuta, existe uma grande resistência por parte dos homens por esse tipo de ajuda. Creio que pela dificuldade em aceitar problemas psicológicos ou por crenças e valores de que os homens são mais fortes e resistentes que as mulheres. Quando os homens chegam ao consultório, com certeza, a maioria vem por indicação de profissionais da área médica, como clínico geral, cardiologista, neurologista e endocrinologista, entre outros.

Ainda não se sabe a causa definida sobre o Transtorno do Pânico. Alguns psiquiatras e estudiosos dizem que a causa pode estar na deficiência de algum mensageiro químico do cérebro. Mas, na maioria dos casos, tem se percebido que o transtorno do pânico se desencadeia junto a um processo de stress, ou seja, o indivíduo está numa busca constante e incansável do objetivo de realização profissional ou pessoal, empregando toda sua energia e expectativa para alcançá-lo.

Às vezes, depara-se com uma imensa sensação de vazio que, na realidade, deveria ser transformada em sensação de satisfação. Porém, ao contrário disso, começa a sentir uma sensação de inutilidade, que leva o indivíduo a crer que este não era o caminho de sua felicidade, pois, no decorrer do caminho, de muitas lutas e batalhas, percebe que o mais importante ficou para trás, ou melhor, que deixou de experimentar e vivenciar situações de prazer e lazer. O lazer, em uma investigação mais profunda no nível de pesquisas e levantamento de dados, percebe-se que ficou ausente durante toda a trajetória de busca deste indivíduo.

Por ser um distúrbio de ansiedade generalizada, o Transtorno do Pânico leva o indivíduo a perder contato com a realidade atual, como se não existisse o presente e só o futuro; viver o momento presente é desfrutá-lo de forma prazerosa e feliz, o que não é possível com as crises ou fora delas, pois o indivíduo está muito voltado para o futuro.

Muitos são os fatores desencadeantes do stress: o não reconhecimento dos próprios limites, dificuldades de relacionamento interpessoal, ausência de atividades de lazer, automedicação e problemas de relacionamento familiar, entre outros.

Outras possíveis causas do pânico que ainda estão sendo estudadas e pesquisadas são consequências de uma série de cobranças impostas pela própria sociedade e também por dificuldades psicológicas ou emocionas desencadeadas no decorrer da vida do indivíduo, como exemplo: necessidade de valorização, sentimento de abandono e rejeição, perdas reais (mortes de entes queridos), ou seja, situações que não ficaram bem elaboradas e integradas na estrutura emocional do indivíduo.

A principal diferença do Transtorno de Pânico de outros distúrbios de ansiedade está, justamente, nas crises inesperadas. É muito comum começar um ataque de pânico, mesmo que o indivíduo nunca tenha apresentado um outro tipo de fobia. Outra diferença é o medo intenso de morrer, medo este que deixa o indivíduo, no momento da crise, sem condições de raciocinar, pois os únicos pensamentos que lhe vem à mente são medo da morte, de ficar louco, o que traz um desconforto físico e emocional muito grande.

A Psicoterapia, aliada a outros tratamentos terapêuticos, tem sido muito eficaz e com resultados surpreendentes, proporcionando ao indivíduo em crise mais segurança, eliminando o medo, a ansiedade e a angústia.

Os ataques de pânico duram, em média, de 5 a 20 minutos. Quem estiver perto de uma pessoa no momento da crise deverá ficar ao lado dela, tentando acalmá-la, falando coisas positivas e confortando-a. Não se deve tirar a pessoa do local onde a mesma está tendo a crise, pois isso poderia desencadear outros tipos de fobia, o que é muito comum acontecer. A pessoa passa a evitar o local e, a cada nova crise, vai evitando, cada vez mais, locais e situações que acredita ser desencadeadoras desses fatos, o que não é real. Se o indivíduo começar a alterar sua rotina de vida em razão das fobias pós-crises, acabará por reforçá-las.

 

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