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ABRIL AZUL – AUTISMO

1 de abril de 2022

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que no mundo todo, aproximadamente, 1% da população pode sofrer do Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme anunciado em 2010, pelo então secretário-geral Ban Ki-moon, e reafirmado em documento no painel de discussão do Dia Mundial de Conscientização do Autismo em 2013. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma em cada 160 crianças possuí TEA.

No Brasil, não existem estudos de prevalência ou números exatos sobre o transtorno. O único trabalho brasileiro realizado foi um estudo piloto, em 2011, na cidade de Atibaia, interior de São Paulo, que resultou em um autista para cada 367 crianças. A pesquisa foi produzida em um bairro de apenas 20 mil habitantes, coordenada pelo médico Marcos Tomanik Mercadante, especialista em psiquiatria na infância e na adolescência.

De acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.

Ana Maria Serrajordia Ros de Mello, fundadora e superintendente da Associação dos Amigos do Autista (AMA), aponta que o TEA começa na infância e tende a persistir na adolescência.

“Na maioria dos casos, estas condições se tornam aparentes durante os primeiros cinco anos de vida. Estes indivíduos, frequentemente, apresentam outras condições concomitantes, incluindo epilepsia, depressão, ansiedade e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O nível de funcionamento intelectual em indivíduos com TEA é extremamente variável, estendendo-se de comprometimento profundo até níveis superiores”.

A fundadora da Associação afirma que as causas do desencadeamento deste transtorno ainda são desconhecidas. Entretanto, as hipóteses mais prováveis, difundidas no meio científico, giram em torno de causas genéticas. O estudo The Heritability of Autism Spectrum Disorder (A Herdabilidade do Transtorno do Espectro Autista, em tradução livre), aponta que entre 97% e 99% dos casos, fatores genéticos são os principais responsáveis no desenvolvimento do transtorno. Fatores ambientais, como pais com idade avançada ou gravidez de alto risco, também podem estar associados, com chances de 1% e 3%.

“Não existem marcadores biológicos, desta forma, o diagnóstico é clínico”, aponta Ana Maria, fundadora da AMA. Alguns comportamentos do bebê podem indicar a validade de uma avaliação médica, como:

  • Não manter contato visual por mais de dois segundos;
  • Não atender quando chamado pelo nome;
  • Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
  • Alinhar objetos;
  • Ser muito preso a rotinas;
  • Não brincar com brinquedos de forma convencional;
  • Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
  • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
  • Repetir frases ou palavras em momentos inadequados (ecolalia);
  • Não compartilhar seus interesses e atenção;
  • Girar objetos sem uma função aparente;
  • Interesse restrito por um único assunto (hiperfoco);
  • Não imitar;
  • Hipersensibilidade ou hiper-reatividade sensorial.

 

Apesar do TEA não ter cura, o tratamento, quando realizado corretamente, pode ajudar a melhorar a qualidade de vida, a capacidade de comunicação e a autonomia da pessoa. O processo deve ser feito com acompanhamento médico, de acordo com as necessidades individuais, podendo incluir:

  • Uso de medicamentos e suplementos;
  • Sessões de fonoaudiologia;
  • Terapia comportamental;
  • Terapia de grupo.

Além disso, também é aconselhado manter uma dieta balanceada, que pode ajudar a melhorar o sono, diminuir a irritabilidade e melhorar o apetite.


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