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AGOSTO DOURADO – ALEITAMENTO MATERNO

3 de agosto de 2022

Não há duvidas que o melhor alimento para o bebê é o leite materno. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, a substância reduz índices de mortalidade até os cinco anos, sendo o único alimento que fornece nutrientes sem a necessidade de outro complemento alimentar, com seus benefícios se estendendo da primeira infância até a fase adulta.

“Além da nutrição, o aleitamento materno ajuda no desenvolvimento cerebral; na formação do sistema imunológico; protege contra vírus e bactérias; protege e prepara o intestino do recém-nascido; ajuda no desenvolvimento correto da arcada dentária; previne problemas na fala e, mais importante, fortalece o vínculo entre mãe e bebê com toque e olhar”, afirma a Enfermeira Chefe da Unidade Materno Neonatal, Renata Manzzoni de Oliveira.

O aleitamento materno é preconizado até o sexto mês de vida e é recomendado, pelos órgãos de saúde, até os dois anos de idade ou mais.

Renata explica que os hábitos maternos estão diretamente ligados a amamentação, podendo influenciar na produção do leite. “Manter uma alimentação saudável e equilibrada, aumentar a ingestão de líquidos, principalmente água; descansar nos intervalos das mamadas; manter um ambiente tranquilo e criar uma rotina, sem interferir na oferta do seio materno, são alguns fatores essenciais para o sucesso na amamentação”.

O consumo de bebidas alcoólicas, cafeína, medicamentos e tabaco devem ser evitados ao máximo no período de amamentação, pois são eliminados no leite materno e podem causar irritabilidade, dificuldades para dormir, problemas respiratórios e infecções pulmonares no bebê. 

Ao longo da amamentação, o leite materno se modifica para se adaptar ao desenvolvimento da criança, sua composição e coloração estão associadas a funções e necessidade de cada fase:

  • Colostro: produzido logo após o nascimento, permanece sendo secretado entre os três e cinco primeiros dias e tem a consistência mais líquida, é rico em nutrientes, porém possui mais anticorpos e menos proteínas. É ligeiramente transparente, semelhante à água de coco e às vezes é visto, erroneamente, como um leite “fraco”.

 

  • Leite de transição: produzido de forma intermediária entre o colostro e o leite maduro. Sua composição se modifica de forma gradual e progressiva, geralmente é produzido entre o sexto e o décimo quinto dia após o parto. Diferente do colostro é rico em gordura e lactose, enquanto o volume de proteínas é reduzido. Neste período, as mamas ficam mais cheias e pesadas, incentiva-se mamadas frequentes para aliviar essa sensação.

 

  • Leite maduro: nessa fase o leite se encontra em seu estágio final e definitivo, contendo todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo, sendo suficiente para alimentar exclusivamente o bebê. Sua produção é através do estímulo de sucção que serve como gatilho para o organismo da mãe. 

O momento da amamentação é algo único na vida da mulher e do bebê, para que este momento seja saudável e prazeroso, é necessário seguir algumas ações fundamentais:

  • Ambiente: a mãe deve procurar um local tranquilo e confortável, de preferência sem ruídos para que ambos se concentrem no momento.

 

  • Posição: é sempre necessário encontrar a postura mais confortável, utilizando almofadas, travesseiros ou qualquer outro tipo de apoio. A mamada não tem tempo estipulado, ambos devem estar confortáveis ao longo do processo.

 

  • Pega adequada: este também é um fator essencial para o sucesso na amamentação. Barulhos como estalos ou semelhantes a beijo são sinais de pega incorreta, sendo assim, é necessário retirá-lo do peito e reiniciar a mamada. Para retirar o bebê do peito, coloque o dedo mindinho no canto da boca, isso faz com que ele solte o seio sem machucar.

 

  • Produção: alimentação saudável, aumento da ingestão de líquidos e descanso nos intervalos das mamadas são os principais responsáveis para a produção do leite. Caso tenha uma produção excessiva, é recomendado retirar o leite, a mama cheia dificulta a pega do bebê e pode empedrar.

 

  • Fissuras: dores no mamilo podem ser sinal de fissura. Sua principal causa é a “pega incorreta”, que deve ser corrigida para que não se estenda e impossibilite a amamentação.

“A decisão em amamentar é individual. Com base em nossa política institucional, promovemos esse momento, dispondo de infraestrutura e capacidade técnica operacional, garantindo escuta ativa, com objetivo de fazer da amamentação um ato de amor e cuidado”, encerra Renata Manzzoni de Oliveira. 


Categoria(s): Cruz Azul | Notícias
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