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JANEIRO BRANCO – SAÚDE MENTAL

5 de janeiro de 2022

No ano de 2014, no município de Uberlândia, Minas Gerais, psicólogos e estudantes de psicologia realizaram pequenas ações voluntárias com o objetivo de conscientizar a população sobre Saúde Mental, dando início a campanha Janeiro Branco. A escolha da cor e do mês reforça a simbologia atrelada à novas oportunidades. No começo do ano, muitas pessoas vivenciam o processo de reflexão sobre suas histórias e traçam metas focando no bem-estar, como uma folha branca que ainda será escrita.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define Saúde Mental como “um bem-estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades pessoais, consegue lidar com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e encontra-se apto a dar sua contribuição à comunidade”. Segundo a Psicóloga Supervisora do Hospital Cruz Azul de São Paulo, Michele Montrose Ledesma, Saúde Mental está diretamente interligada à adequada capacidade de adaptação às exigências, considerando seus pensamentos e sentimentos.

“É urgente e necessário quebrar paradigmas, findar a negligência com nossas necessidades relacionadas aos aspectos emocionais e esclarecer que sem Saúde Mental, não há saúde. A sociedade iniciou uma discussão, mas ainda carrega um intenso preconceito considerando sintomas psiquiátricos como fraqueza ou falta de vontade. A partir desta percepção com foco em promoção, proteção e prevenção à Saúde Mental, políticas públicas podem ser desenvolvidas de maneira efetiva.”.

Michele explica que a sociedade está vivendo um período de ansiedade muito intenso, com estresse frequente e exigências excessivas. “Estamos expostos à inúmeras situações adversas e, por vezes, nossas estratégias para lidar com tantos estímulos mostram-se pouco adequadas, potencializando os sofrimentos”.

De acordo com uma pesquisa, entre os principais sinais de problemas relacionados à Saúde Mental, estão:

  • Cansaço frequente sem causa aparente;
  • Alterações no sono (quantidade e qualidade);
  • Prejuízos na capacidade de concentração;
  • Dificuldade para organizar pensamentos e tarefas;
  • Dores físicas injustificadas, geralmente apontadas como tensionais;
  • Ausência de prazer em atividades que antes eram percebidas como positivas;
  • Irritabilidade elevada;
  • Déficit no autocuidado, incluindo hábitos de higiene e ausência de perspectivas futuras.

O cuidado adequado à Saúde Mental tem início no exercício de auto-observação. Para a Psicóloga, há um histórico de negligência para este olhar mais profundo. A importância da psicoterapia não está apenas no foco do tratamento, mas na possibilidade de prevenção à medida em que viabiliza maior autoconhecimento.

“Identificar os chamados ‘gatilhos’ do que nos desestabiliza e resgatar recursos de enfrentamento utilizados em situações de crise anteriores são eficazes para autopreservação. Atitudes práticas no dia a dia devem ser encaixadas gradativamente na rotina. Exercícios físicos liberam endorfina, o que proporciona sensação de bem-estar. Momentos breves de relaxar, de prestar atenção à sua respiração e nos sinais do seu corpo são muito úteis para um contorno dos nossos alcances”, explica Michele Montrose Ledesma.

Michele também declara que reconhecer e estabelecer limites é fundamental em todo processo. De acordo com a Psicóloga, as pessoas estão acostumadas a cumprir obrigações e esquecem de suas próprias necessidades.

“Priorizar um tempo para realizar o que nos faz bem, manter boas relações e desconectar-se das redes são ações tímidas, porém necessárias. Devemos ter em mente que o tratamento será indicado para situações mais críticas e, se for o caso, devemos procurar por um psicólogo ou um psiquiatra. Estes são os profissionais adequados para diagnosticar e alinhar uma conduta condizente. Nem toda tristeza é depressão; nem toda angústia é ansiedade. Estamos falando de saúde integral e postergar a busca por apoio, amplia a redução na qualidade de vida”.

A Psicóloga afirma que existem inúmeras iniciativas públicas e privadas, desde pequenos passos à sensibilização até ações com foco na reflexão ampla. No ambiente corporativo, atividades como palestras, rodas de conversa e oficinas, podem trazer um resultado positivo para os colaboradores.

“A conscientização deve ser constante e a campanha Janeiro Branco é um marco para o início desta abordagem com continuidade posterior. Falar sobre Saúde Mental e manter um canal de comunicação aberto e seguro é fundamental para combater tabus, informar e inspirar mudanças efetivas no nosso autocuidado”, encerra a Psicóloga Michele Montrose Ledesma.


Categoria(s): Cruz Azul | Educação | Hospital Cruz Azul | Notícias | Saúde
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