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MAIO BRANCO – TABAGISMO E SEDENTARISMO

2 de maio de 2022

O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. De acordo com a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11), o tabagismo integra o grupo de transtornos mentais e comportamentais em razão do uso de substância psicoativa. A doença também é considerada a maior causa evitável isolada de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Mais de 7 milhões dessas mortes ocorrem por conta do uso direto desse produto, enquanto cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao uso passivo. A OMS ainda afirma que cerca de 80% dos mais de um bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda, onde doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior.

O tabagismo é uma doença que contribui para o desenvolvimento de alguns cânceres, como leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga; pâncreas; fígado; laringe (cordas vocais); pulmão, entre outros. Além de estar associado a doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo também favorece o avanço de outras enfermidades, a exemplo da tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade masculina e feminina, osteoporose, etc.

Entretanto, de acordo com pesquisas, o sedentarismo consegue ser tão prejudicial quanto o uso excessivo de tabaco. Um estudo realizado em 2018, nos Estados Unidos, pela Cleveland Clinic, apontou que a inatividade pode afetar a expectativa de vida muito mais que o cigarro. O trabalho analisou as estatísticas de mortalidade de um grupo de 122.007 pacientes submetidos a testes de esforço físico, entre 1991 e 2014. Os pesquisadores verificaram que aqueles que apresentavam rendimento físico baixo, manifestaram altos níveis de mortalidade.

A OMS afirma que o “estilo de vida sedentário” aumenta as chances de morte entre 20% e 30%. A instituição estima que 5 milhões de mortes poderiam ser evitadas por ano, se a população fosse fisicamente mais ativa. Este número está muito próximo aos óbitos associados ao tabagismo (8 milhões ao ano, segundo a Organização Mundial Saúde).

O sedentarismo pode ser identificado a partir de alguns sinais e sintomas, como:

  • Cansaço intenso sem razão aparente;
  • Redução da força muscular:
  • Dores nas articulações;
  • Aumento no acúmulo de gordura no corpo;
  • Evolução para a condição de sobrepeso;
  • Tendência a apresentar ronco e apneia do sono.

A falta de movimentação pode afetar diretamente nossa qualidade de vida, causando limitações físicas e prejuízos para a saúde mental.

Para deixar o sedentarismo, é preciso dividir o tempo dedicado à prática de exercícios, pelo menos, em três vezes por semana. O mais importante, segundo especialistas, para dar o pontapé inicial e começar alguma prática esportiva, é sair da zona de conforto.

O tratamento de tabagismo no Brasil é desenvolvido com base nas diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) que está sob a coordenação e gerenciamento da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco (Ditab) do Instituto Nacional do Câncer (INCA). As ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas em solo nacional vêm gerando uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo.

A abordagem, tendo por base o modelo cognitivo comportamental, é a técnica recomendada para o tratamento do tabagista. Entre suas premissas está o entendimento de que o ato de fumar é um comportamento aprendido, desencadeado e mantido por determinadas situações e emoções, que leva a dependência devido às propriedades psicoativas da nicotina. O tratamento objetiva, portanto, a aprendizagem de um novo comportamento, por meio da promoção de mudanças nas crenças e desconstrução de vinculações comportamentais ao ato de fumar, combinando intervenções cognitivas com treinamento de habilidades comportamentais.

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, minimizando os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, facilitando a abordagem intensiva do tabagista. É fundamental que o tabagista se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva.

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida também melhora ao parar de fumar:

  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
  • Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
  • Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
  • Após dois dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
  • Após três semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
  • Após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
  • Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer.

 


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