TEMPO DE ESPERA
NO PRONTO-SOCORRO
---
00:00
---
00:00
---
00:00
---
00:00

Período de espera estimado em caso de atendimento médico que não seja emergencial - Atualizado em:

O OLHAR SOBRE A SINGULARIDADE NA VIVÊNCIA ESCOLAR

28 de maio de 2020

Psicóloga Escolar do Colégio PM fala sobre a inclusão e a conscientização acerca do Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Em nossas 13 Unidades, o Colégio PM desenvolve o tema da inclusão de maneira integral, com um olhar voltado à percepção dos limites e potencialidades de cada um, construindo, assim, um ambiente que permita ao indivíduo se desenvolver e se sentir integrado aos seus pares, apesar de eventuais limitações, como as dos autistas.

Nesse cenário, o Programa Valores tem o intuito de promover a consciência da coletividade na comunidade escolar, em um espaço propício para a formação plena de cidadãos capazes de compreender a relevância da sustentabilidade e do respeito às diferenças para uma sociedade mais justa.

O setor de Psicologia Escolar desenvolve um trabalho voltado ao acolhimento e à identificação das adequações necessárias aos conteúdos e materiais. Por meio do Programa Educacional Individualizado (PEI), um dispositivo desenvolvido em parceria com a Assessoria Técnica, são realizados atendimentos personalizados com os pais e responsáveis e com os profissionais externos que acompanham o aluno com TEA.

Dessa forma, é possível desenvolver um plano de ensino que se adeque às diferentes necessidades apresentadas, sendo possível registrar e acompanhar tais adequações. Os professores e demais funcionários são auxiliados no desenvolvimento de seu trabalho, a fim de que os alunos consigam aprender em seu tempo e desenvolvam suas potencialidades.

No dia 2 de abril, celebramos o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. No Colégio PM, realizamos a campanha Abril Colorido durante todo o mês, promovendo reflexões sobre a integralidade do tema e voltando nossa atenção para a identificação e a integração das dificuldades do outro. Nessa imersão, os estudantes são levados a compreender que cada colega é diferente e, justamente, as diferenças nos tornam únicos.

A cada dia, o autismo vem ganhando mais visibilidade e, com isso, surgem novas práticas que auxiliam pais e alunos que estão dentro do espectro a buscar diferentes possibilidades, por meio da criação de vagas especiais em algumas cidades, com leis municipais em locais de grande circulação, como shoppings e supermercados. São medidas que evidenciam a causa e, consequentemente, contribuem para o cuidado e melhoram a qualidade de vida dessa população.

Considerando que, durante muito tempo, o autismo foi classificado em diversas subdivisões, isso aumentava a dificuldade de diagnóstico e acompanhamento. Porém, as últimas edições do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM) e da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) sintetizaram em apenas três subdivisões, agora relacionadas aos prejuízos na linguagem funcional e à deficiência intelectual, o que facilita o acompanhamento, o acesso aos serviços de saúde e, ainda, a obtenção de direitos.

No Brasil, em 9 de janeiro, foi sancionada a Lei 13.977/20, que criou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), conhecida como Lei Romeo Mion, que assegura atenção integral, pronto atendimento com alta prioridade e acesso rápido aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde e assistência social.

Segundo a legislação, a carteira será expedida pelos órgãos estaduais, distritais e municipais que executam a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A família consegue a emissão da carteira através de um requerimento, acompanhado de um relatório médico com a referida CID.

Atualmente, existem diversas abordagens que buscam compreender e atender os autistas. Pensar a inclusão é também pensar em como nossa sociedade precisa reconhecer as diferenças e perceber cada indivíduo como singular; é buscar oferecer trilhas que os levem à realização pessoal, que os auxiliem a encontrar sentido em suas vidas e que mostrem a importância de ser quem são.

O trabalho voltado à inclusão ainda é muito recente e o caminho é árduo. Assim sendo, é necessário agirmos, mantendo a preocupação constante em enriquecer as experiências sadias de convívio. Em outras palavras, a inclusão só será efetiva quando não for mais necessário falar sobre ela.


POR STELA MARIA BORGES CRISTONI
Psicóloga Escolar do Colégio PM – Unidade Marília

Categoria(s): Educação | Palavra de Especialista
Tag(s):

Cruz Azul de São Paulo - Todos os direitos reservados © 2019-2020

Agência de Marketing e Gerenciamento Digital DocPix.net