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PALESTRA SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS

1 de outubro de 2021

Na última quarta-feira (29/09), foi realizada a Palestra Sobre Doação de Órgãos e Tecidos, promovida pela Comissão de Doação de Órgãos e Tecidos do Hospital Cruz Azul de São Paulo. O tema abordado no evento vai ao encontro da proposta realizada pela campanha Setembro Verde.

O evento teve inicio com a palavra do Coordenador Clínico da Cruz Azul, Cel PM Nelson Rodrigues Júnior, que trouxe um breve cenário histórico sobre a doação de órgãos. “Christian Barnard era um médico sul-africano e foi um dos heróis do meu tempo, que entrou para a história mundial ao realizar o primeiro transplante de coração em humanos no paciente Louis Washkansky, com os órgãos da doadora Denise Darvall”.

Cel Nelson acrescentou que além de Washkansky, um garoto negro de 10 anos chamado Jonathan Van Wyk recebeu os rins de Denise. Louis Washkansky sobreviveu ao transplante, porém, 18 dias após a cirurgia, faleceu.

“O transplante cardíaco dominou o noticiário mundial durante dois anos, todo dia era um novidade sobre assunto. Nós aqui do Brasil, acompanhávamos vividamente, em uma época que não tinha internet. Esse assunto foi o foco principal da mídia até 20 de julho de 1969, quando o homem pisou na Lua”, explica o Coordenador Clínico da Cruz Azul de São Paulo. 

O presidente da Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), Dr. Fábio Zanerato, aproveitou o momento para explicar o papel da Comissão de Doação de Órgãos e Tecidos dentro do Hospital Cruz Azul.

“A Comissão é composta por médicos, pela equipe de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais. Dessa forma, ela não serve apenas para a captação de órgãos, ela acompanha todo o processo, por isso ela abrange vários segmentos dentro do Hospital”.

Dr. Fábio aproveitou o momento para mostrar alguns dados sobre doações de órgãos em 2019 e 2020. “No ano de 2019, os doadores efetivos por milhão eram em torno de 18,1. Em contrapartida, em 2020, foram 15,8 doadores efetivos por milhão”. 

No ano de 2019, o número total de transplantes realizados foi de 81.400, enquanto em 2020 foram 62.900 transplantes sucedidos, uma queda de 22%. Segundo Dr. Fábio, existem 45.000 pessoas aguardando transplantes.

Um dos temas abordados no evento foi o Diagnóstico de morte encefálica, ministrada pela Dra. Karen Andrade Nomerrosse, que iniciou o momento explicando a definição de morte encefálica. 

“A morte encefálica é a parada irreversível de todas as funções cerebrais, incluído as do tronco encefálico”.

Ao longo de sua palestra, Dra. Karen explanou alguns aspectos importantes sobre a morte encefálica. “Devemos lembrar que o horário do óbito é o do último exame realizado. O diagnóstico de morte encefálica independe da doação de órgãos. Por fim, é necessário orientar o familiar antes mesmo da abertura de protocolo”.

O evento também contou com a presença do Dr. Douglas Henrique de Macedo, que explicou sobre a Manutenção de um potencial doador. Com foco na parte biológica, o objetivo da palestra era ensinar os presentes como manter em bom estado os órgãos de um potencial doador. “Um órgão mantido de forma adequada significa mais sucesso lá frente, resultando na melhor qualidade de vida pós-transplante”, explica o Dr. Douglas Henrique.

Para o encerramento, foi realizada a palestra sobre Comunicação de más notícias, ministrada pela psicóloga Michele Montrose Ledesma, com foco em familiares de pacientes de morte encefálica. “Aqui nos hospital nós temos uma equipe multidisciplinar treinada, mas será que, de fato, ela foi preparada para comunicar más notícias? Será que nós sabemos dar más notícias?”. 

Michele explicou a importância do treinamento e do preparo para profissionais para que não ocorram problemas, como a demonstração excessiva ou falta demasiada de empatia. “Nós precisamos tomar muito cuidado para não mostrar demais, nem de menos”. 

A psicóloga finalizou sua palestra falando sobre impotência x ressignificação e como esse processo é importante para os profissionais que realizam o trabalho de comunicar os familiares sobre a morte encefálica. 

“Nós não estamos preparados para a morte de um paciente, seja ela encefálica ou não, nós queremos que a vida dele continue. Porém, a doação de órgãos nos coloca diante da palavra: ressignificação! Quando a equipe entende que fez o máximo, dando assistência para aquele paciente. Quando entendemos que nos colocamos, dentro do possível, empaticamente no lugar do outro, ressignificamos nossa história, enquanto pessoa e profissional”, encerra Michele Montrose.


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