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Acidente Vascular Cerebral (AVC)

AVC é uma emergência médica

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe. Como as células cerebrais dependem de oxigênio e nutrientes transportados pelo sangue, essa alteração pode comprometer funções como movimento, fala, visão, equilíbrio e memória.

O AVC exige atendimento médico imediato. Quanto mais rápido o paciente recebe assistência, maiores são as chances de reduzir o risco de sequelas e preservar a vida. Ao identificar sinais suspeitos, procure um serviço de emergência ou ligue para o SAMU, pelo número 192.

Tipos de AVC

O AVC pode ser classificado em dois tipos principais: isquêmico e hemorrágico.

AVC isquêmico
É o tipo mais frequente e acontece quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é obstruída por um coágulo ou por outro tipo de bloqueio. A obstrução pode ocorrer:

  • Pela formação de um coágulo na própria artéria;
  • Pelo deslocamento de um coágulo formado em outra parte do corpo;
  • Pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias;
  • Em consequência de alterações relacionadas a doenças cardíacas.

AVC hemorrágico
O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca sangramento dentro ou ao redor do cérebro. O sangue pode aumentar a pressão dentro do crânio e causar danos ao tecido cerebral. Entre as possíveis causas estão:

  • Pressão arterial elevada e sem controle;
  • Ruptura de aneurisma;
  • Alterações nos vasos sanguíneos;
  • Distúrbios da coagulação;
  • Uso de determinados medicamentos, em situações específicas.

Quais são os sintomas do AVC?

Os sinais de um AVC costumam aparecer de forma súbita. Os mais comuns são:

  • Fraqueza ou formigamento no rosto, braço ou perna
  • Dificuldade para falar ou compreender
  • Boca torta ou alteração na simetria do rosto
  • Perda ou alteração repentina da visão
  • Tontura intensa ou perda de equilíbrio
  • Dor de cabeça forte e repentina
  • Confusão mental ou alteração da consciência

Regra FAST

Uma forma simples de lembrar os principais sinais é utilizar a regra FAST:


Reça para sorrir e veja se o rosto cai (FACE)

Peça para levantar os braços (ARMS)

Peça para repetir uma frase (SPEECH);

e procure atendimento imediatamente (TIME).
Atenção! Mesmo que os sintomas desapareçam, busque atendimento, pois pode ser um Ataque Isquêmico Transitório (AIT).

O que fazer diante de uma suspeita de AVC?

Ao perceber um ou mais sinais, tome as seguintes medidas:

  • Ligue para o SAMU, pelo número 192, ou procure imediatamente um pronto-socorro.
  • Anote o horário em que os sintomas começaram ou quando a pessoa foi vista bem pela última vez.
  • Mantenha a pessoa em repouso e observe sua respiração e seu nível de consciência.
  • Não ofereça alimentos, bebidas ou medicamentos por conta própria.
  • Não espere os sintomas melhorarem para buscar ajuda.
  • Se possível, leve informações sobre doenças anteriores e os medicamentos utilizados pelo paciente.

Como o AVC é diagnosticado?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica e neurológica. Para confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de AVC, podem ser solicitados exames como:

  • Tomografia computadorizada do crânio;
  • Ressonância magnética do cérebro;
  • Exames de sangue;
  • Eletrocardiograma;
  • Exames para avaliar as artérias e a circulação cerebral;
  • Exames do coração, quando há suspeita de uma causa cardíaca.

Como é feito o tratamento e a reabilitação?

O tratamento depende do tipo de AVC, do tempo transcorrido, da região do cérebro afetada e das condições clínicas do paciente.

Tratamento do AVC Isquêmico: Utilização de medicamentos para dissolver o coágulo, retirada mecânica do trombo, controle da pressão arterial e da glicose, além de prevenção de novos coágulos.
Tratamento do AVC Hemorrágico: Controle do sangramento, redução da pressão dentro do crânio, estabilização, correção da coagulação e, se necessário, procedimentos neurológicos ou cirurgia.
Reabilitação: Envolve profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, nutrição e neurologia, dependendo das dificuldades motoras, emocionais e cognitivas do paciente.
 

Fatores de risco e como prevenir o AVC?

Os principais fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, apneia do sono e doenças cardíacas. A prevenção está relacionada ao controle desses fatores e à manutenção de hábitos saudáveis:

Medir e controlar regularmente a pressão arterial, pois a hipertensão pode não causar sintomas
Acompanhar os níveis de glicose e colesterol
Não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Praticar atividade física de acordo com a orientação de um profissional
Manter uma alimentação equilibrada e o peso adequado
Fazer acompanhamento médico em caso de doenças cardíacas
Utilizar corretamente os medicamentos prescritos e realizar exames de acompanhamento
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